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Algo que deixa meu coração apertado é perceber como meus pacientes se menosprezam e não possuem autoconfiança em si mesmo. Ou seja, quando conversamos vejo como eles possuem tantas qualidades, mas que para eles não é visível. Você já se sentiu dessa maneira? Já se sentiu que o modo como você se enxerga não é tão positivo como outras pessoas o veem?

Esse é um texto sobre autoconfiança que eu gostaria de compartilhar com você.

Por que tantas pessoas não reconhecem as próprias qualidades?

Em algum momento da vida, muitas pessoas aprendem a olhar para si a partir da falta.
Do que não foi suficiente.
Do que poderia ter sido melhor.
Do que ainda precisa mudar para, quem sabe um dia, se sentir digno.

Esse olhar não nasce do nada.
Ele se constrói ao longo de experiências de crítica, rejeição, comparação e exigência constante. Aos poucos, a pessoa passa a acreditar que aquilo que faz, sente ou é… nunca basta.

Na clínica, isso aparece de forma muito clara:
pessoas fortes que se veem fracas,
pessoas sensíveis que se chamam de exageradas,
pessoas cuidadosas que acreditam que só erram.

O problema não é falta de qualidades.
É a dificuldade de enxergá-las quando a mente está treinada para se vigiar, se cobrar e se corrigir o tempo todo.

Quando a autocrítica fala mais alto do que a verdade

A autocrítica costuma se apresentar como se fosse uma aliada — como se estivesse tentando proteger, melhorar ou evitar novos erros.
Mas, na prática, ela frequentemente afasta a pessoa de si. A autocrítica costuma ser inimiga da autoconfiança e da autoestima.

Quanto mais alguém tenta se encaixar, se endurecer ou se corrigir pela vergonha, mais perde o contato com aquilo que é essencial: seus valores, sua história, sua humanidade. Menos acredita ser capaz de fazer o que almeja.

O autoconhecimento não deveria servir para apontar defeitos, mas para compreender padrões.  Não é sobre se transformar em outra pessoa, e sim  sobre parar de se abandonar e autossabotar.

Um convite para olhar para si com mais gentileza

Ao longo dos atendimentos, existem frases, reflexões e verdades que se repetem.
Não porque as pessoas sejam iguais, mas porque sofrem de formas parecidas: tentando ser boas, tentando dar conta, tentando não machucar — e, muitas vezes, se machucando no processo.

O vídeo a seguir nasceu desse lugar.
Do desejo de dizer em voz alta coisas que muitos pacientes ainda não conseguem dizer para si mesmos.

Talvez você reconheça algo de você ali.
Talvez alguma parte sua se sinta vista.
E, se isso acontecer, que seja um passo pequeno — mas importante — na direção de se tratar com mais respeito.

▶️ Assista ao vídeo: O que eu gostaria que meus pacientes soubessem

E, se em algum momento sentir que precisa de ajuda profissional, também realizo atendimento psicológico online.

Abraços, Shana Giulian Conzatti.

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